segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Anjos & Demónios

Uma natureza estranha,
Nunca um simples rapaz a florescer…

Uma natureza intempestiva,
Nada nunca me deixa sorrir…

Como em tudo e nada, alcanço a merda
Que continue assim, mal posso esperar…

Toda a gente se acostuma “tudo bem”
Que continue assim, mal posso esperar…

Prelúdios de tempestade!
Vertigem ao insucesso!
Mal posso esperar…
Mal posso esperar…
Mal posso esperar…

Magoa quando a vejo, noite á espera,
Solitária, sensível, terna,
Deixa-me olhar…
Deixa-me olhar…
Uma chance… uma chance para
Ver a sua paz envolvê-la,
Ver a beleza de seu olhar ausente,
A sinceridade em seu sorriso penetrante…

Depois ela veio, envolveu-me em seus braços,
As estrelas, a lua,
Anjos e diabos em rejubilantes festejos…

domingo, 13 de dezembro de 2009

Quero-te...

Estou cansado dos tempos infinitos de negatividade!
Anjos estripados! Anos desperdiçados!

Visão do paraíso!

Onde te encontras agora?
Ainda bem que chegaste!

Quero todo esse amor!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Escravo


A ultima vez que verifiquei minha caixa, tinha imensas mensagens não (co)rrespondidas!
Nunca um escravo, sempre um avião um louca correria!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Ruas Amargas!


Existiriam enumeras maneiras para descrever o meu estado de espírito!

Um delas é:

Ruas amargas!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Só...

O desespero da existencia
A virtude inerte da valência

Só tu me fazes real...

Ela parte, em noites intempestivas
Leva o seu tempo, ideias corrompidas

Só tu me fazes real...

Escudos na personalidade...
Hoje adorado, amanhã odiado!

Serei sempre o incómodo menino
A manhã desmedida, o sol encoberto!
Um amante não reconhecido,
Um cacto na floresta escondido!

Em ti vejo... o que me faz sorrir.
Só tu me fazes real...
Em ti vejo... o mistério que o Homem busca.
Só tu me fazes real...

II

Agora que esgotei as teorias mirabolescas,
Volto á minha simples pessoa...
Sinto falta de ti...
Adoro-te, só porque és tu!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009


Encontro agora
Os destroços e as chamas
Resultantes da minha hibernação social...

Chamam-me a cabra,
Não entendo porquê...

Seria uma vergonha, para todas as cabras!

O desejo é verdade,
A vida está esgotada!

“Porque continuas teu caminho,
Se estás assim cansado?”
Ouvi ao fundo uma voz...

Voltando-me pacientemente,
Vi que não se via nada,
Tanto ou pouco...
Era o que se conseguia ver...

II

Entras sem bater,
Fica batendo cada vez mais forte.
E tudo me traz sempre de volta,
Não se contam as vezes que pensei
“caguei!”

Sou escravo, sem obrigatoriedade,
Deixem que estou bem!
Não sou eu, por isso não me reconhecem
Pareço frágil como nunca antes!

I

“Porque acreditas?
O que achas que vai acontecer?
Diz-me... Diz-te a ti!”
Continuei ouvindo,
Sem nunca nada ver!!!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

03-10-2009

A família é muito mais que sangue!
É algo que nos representa a todos,
Até morrermos…
Não esquecer…
Não desistir… até morrer…

Enganado vivi até ao infinito...
Dei muitas partes de mim
A todos vocês que me…

A rebentar…

Um buraco esquisito me caracteriza,
Mudanças de humor…
Todo o meu amor decorado como uma sepultura!

Vendi minha alma
Por 5 minutos de fama

Vendi meu ser
Para 5 minutos te ter!

Sou o culpado
Por me ter abandonado
Todos estes anos…

Perdi o controle da minha ausência
E agora estou fora em todo o tempo…

Dentro do buraco,
Sentindo-me tão pequeno…
O coração como rosas em chamas
Fora de controlo!!!

Gostaria de desaparecer daqui…

Ausentei-me durante tempo de mais!!!

Mas estou proibido de sair!!!
Mas, não me vou esquecer de ti…

Acredita que perguntarei por ti,
Antes de partir!!!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Espelho de mudança


Um dia a estrela emergente,
Outro dia o canal sem salvação…

Tudo manchado de sangue,
E sem local para ir…

Tudo voltou a ter significado para mim…

Aí vem…

Não para já não quero morrer,
Esqueço a vontade infinita e perpetual
De me lançar para baixo…

Sou de novo o anjo
Sou de novo o tempo
Sou de novo o ser
Sou de novo, o novo!!!

E então viverei para sempre.
Os milagres cobrem as ruas de vergonha
E em seus olhos as virtudes
Ganham então novas significâncias
Novos contornos estranhos
Sem verdade ou significância!

Em nome de Deus,
Que fizeste a ti próprio?

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Quero-a...

O coração roda, roda, roda... a alma complica, complica, replica a formula absurda que excita minha pessoa. As imagens flutuam, correm rápido, alternam sensações!

Quero-as comigo, as imagens!!!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

DRT


Tentei esconde-lo de mim
Tentei leva-lo para longe,
Para que ele se perdesse…
Mas não sei de que forma,
Ele sempre vem ter comigo…

Nunca leva muito tempo,
Desde que o deixo…
Nunca nada tanto quis que não entrar por aqui…

Queria ser…
Queria ter…
Aqui me encontras!
Tão fodido que nem imaginas…

Sempre pensaste que era forte…
Sempre viste o forte construído em pequenino,
Mestre da arquitectura!

II

Encontrei-te a ti agora…
Onde me levará esta maré...
Sabem que sou um bote,
Não um barco!

O teu dormir é o meu ninho de aconchego
O teu sorriso, minha droga tão pessoal!

Sempre falei,
Para comigo
Em casa
Sozinho no meu quarto
Em tréguas com o espírito…

Dás-me vontade de sair e ir para a rua…
Gritar o teu nome e dizer:
“Dás-me vontade de viver!”

Obviamente conheço o leão que mora em mim,
Como me hei-de esquecer…

Tentei fechar a porta,
Mas quando reparei,
Já à muito lá “moravas”…

Não consigo deixar de pensar em ti!!!

Não me…

No meu banal anel,
Tenho o meu sentido!!!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Nada existe...


A esotérica mensagem
Por favor, perdoa a minha distancia…
Toda a minha vida
De páginas voltadas agora…

Nada existe…

Só a noite é que me interessa
Quando os teus olhos cruzam
A linha ausente e distante dos meus…
És tudo o que preciso!

Nada existe…

Fica na paz!
Montanha envolta em chamas
Ou submersa em gelo…
Tuas constantes indecisões corporais
Confundem minha memória…

Em suma,
Por dentro sou um rio bravo
De incertezas e confusões…

Outra vez a dor e a agonia
Que são o centro da minha dor e atenção!
Para tua direcção…

Só quero o que posso dar
Nunca o que posso não ter…

Desculpa esta minha afirmação
Mas a vergonha está em negação!

Nada existe…
Ou pode existir!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Tristeza - Foto de José Boldt


Um olhar tão penetrante e intenso como nunca vira anteriormente... Vi esta imagem num blog (http://claras-em-castelo.blogspot.com) com textos bastante interessante e fotografias "marcantes"... Toda a atenção dirigida para o nada, contemplando o vazio que lhe parece percorrer o coração, a vida parece ter desaparecido no dia em começou a vestir de preto... Toda a vida parece ter desaparecido nesse momento, o único sinal dela que se parece manter activo é o respirar... E, mesmo na foto, dá a transparecer que tal não parece ser inerente a este ser humano, trata-se de algo que o corpo força...

Ou então estou somente enganado e apenas me retrato na fotografia de José Boldt...

terça-feira, 1 de setembro de 2009

A reviravolta da tempestade pessoal...



Volto, ás vezes a sentir aquele rápido rodopiar de ideias levando-me a lado nenhum!!!

sábado, 29 de agosto de 2009

Algo que não queres ver...


Filho, abre a tua alma...
Escolhe bem teu tempo
Ousa ser a violação adversa…

Absorve a tua merda,
Sê sempre o que achas que és
Ousa ser o assassinato perfeito…

O meu martírio!

Não devo viver!
Não devo ser…

Quando pensares que a noite caiu no fundo,
Acorda para a vida…
É das coisas mais difíceis de fazer,
Sem qualquer prazer!

Existe algo mais real que isto,
Algo que não deves queres ver,
As entranhas esvaem-se
As noites caem
As manhãs!

Ainda se teu olhar me perfurasse,
Em teus braços longínquos me entregava!

Mas…

A manhã envolve!
Existe algo que não queres ver!
Algo muito mais escuro que a névoa!

Por isso,
Sei que não o queres ver!
Gosto de te ver sorrir!

Fá-lo, por mim…

terça-feira, 21 de julho de 2009


Olha o que fizeste…
Virou praga ancestral
A noite em chamas estendida
Olha em teu redor
Vê as danças, os rodopios
A vertente extasiante da noite…

Olha o que fizeste
Nada resta a apreciar
Nada me interessa na vida
Esqueço a vida por minutos
Depois perco toda a razão…
Só por estender a mão…
E o que fazer?

Esgotei já outrora
As palavras a usar sobre mim,
Mas as palavras não tem valor sem sentido,
Aí reside o meu valor…

Percorrerei montanhas, escalarei vales e montes!
Percorrerei tudo por ti!
Farei tudo por ti!
Ausente!
Distante!
Indiferente!

II

Oha o que fizeste
Vê o meu coração bater em seco
Sente meu morto pulsar…
Os amigos… são de verdade…
És esperta! És real!
És o que…

Os dias correm e a brisa
Leva-te suavemente!
Os dias correm,
As noites me moem!

Sou dos maiores erros da criação
Sou a falha de integração social
Sou o escape da mentira endiabrada
Se a droga que és acabar
Deixo de ter algo de interesse!
Desde os primeiros tempos
Que cultivo a mensagem da sinceridade!

Parece não ter florescido!

Só uma nota,
Para…

Dizer Adeus!

terça-feira, 14 de julho de 2009

Choro para embalar...


Não existe nada no mundo
Que eu queira mais
Que ver-te!!!

As imagens…
Escola,
Inocência…

Pernoito na manhã
Revejo a ilusão do sonho
No nosso templo obscuro!

Revejo minha felicidade
Quando te via na estrada
Em silêncio,
Abro os meus olhos e…
Nunca vi nada assim…
Se apenas fossemos na direcção correcta…

Ilusão,
Quase acreditei sentir a felicidade…

As ruas, essas continuam
Derramando o meu sangue
Para o interior das minhas lágrimas…
Toda a minha existência
Se esvai a teus pés…

Recordo-te…
Sentada
Concentrada
Sugando todas as palavras
Que da minha caneta haviam saído…
A frieza da beleza da tua imagem…
A minha imagem de ti…

Os gritos soltados após…
A flor…
Nascença!!!
Inocência!!!!

Um ciclo repetitivo!

Onde correrá agora “a” virtude?
Em que águas se banharão meus…

Acreditei que era possível…
Está visto que me enganei!!!

Recordo com mágoa,
Que te prometi a felicidade…
Recordo…

Imagens, é tudo o que tenho…

Estou incrivelmente só,
Corro para ti e nunca te encontro…
Olho-te nas estrelas,
Apenas aí te encontro para mim…
Daí considerar a noite,
A minha única real companheira!

Deito tudo a perder,
Pois no fundo do meu coração
Apenas uma criança,
Perdida no escuro, chora!

Nunca conseguirei… novamente!

Imagens…
Inocência…
Imagens,
É tudo o que tenho…

Não existe nada no mundo
Que eu queira mais
Que ver-te!!!

Hoje...

Nada mais me apraz dizer...

sexta-feira, 10 de julho de 2009


Eu…
No final saio sempre por baixo…

Fingiste ser quem de dever…
A minha amada…


Eu...
Olho-me ao espelho
O vazio preenche o espaço…

Pensei seres o ser amado
Só pararei quando terminado…

Eu…
Nada mais tenho a dizer…
Falou a voz da razão!!!

E tudo em vão, corri
A terra, esfera insignificante
Fingirei que não magoou
Tu, por favor olha para mim,
Tenta mostrar-me o mesmo de sempre…

Não participes…
Olha em volta, vê-me sorrir!

Eu…
Sou o lutador das tuas noites…
Esperarei pelo olhar dos Deuses
És a minha alma, disso não me arrependo
Fogosa imagem testamental…

Sou neste momento,
Um carrossel de sensações!
Inúmeras mensagens me absorvem
Em desfiladeiros lacrimais
Ondas de desilusão e…
A minha mais que perfeita culpa!!!

Eu…
Em marés de fervorosa inocência…

Contratei a família a cheiros de vapor
Que me deixaram seco para sempre…

Vale o que vale…
Fodi tudo o que havia construído!
Vale o que vale…
Escrevi imagens na minha mente!
Vale o que vale…
Espero que…
Vale o que vale…

Não sabia como chamar este poema
Decidi chamar-lo:
“Não tenho amigos,
Não tenho namorada!”

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O fim do...

Estou triste e sem saída…
O assassinato é amanhã!
Silêncio! Onde estás?
Foge… quero encontrar-te e fazer-te mal!
Espero que sofras…
Conta com essa de mim!
Putas, horizontes estranhos!
Anjos e velozes noivas endiabradas!
Sangue nas ruas derramado!
Velhos tempos de escola!
Onde estaremos quando o verão acabar?
Nas ruas! Em revoluções sexualmente explicitas!
Os castos serão executados amanhã,
Logo pela manhã!
Espero que o calor te disseque!
As montanhas do meu sucesso
Não me desiludirão!
As pessoas a brincar e seus queridos a finar!

Cada vez mais odeio o ser humano!

Ninguém testemunhará as lamúrias de janela
Que se seguem ao incrível arruinar de mentes!
Deixa, eu mato essa!

As mulheres usam roupa interior!
Que idiotice!

Suas curvas e contracurvas!
As luzes proibidas!
Não fiz nada!
Elas olharam…
Eu reagi…
Gritos estranhos!
Que posso dizer?
Só reagi!
Que posso dizer?

Vamos a uma guerra a sério!
Que dizem uma guerra a sério!
Não as que estão a ser levadas a cabo!
Mas uma guerra a sério...
Com muitas mortes e...

Tempo de escola!
Anjos do antigamente!
Tempo de escola!
Anjos do antigamente!

Foda-se!!!

Que hei-de fazer?
Tudo me irrita de sobremaneira!
Despercebidamente, tornei-me anti-social!

A presença de quem quer que seja, assusta-me!
O silencio transforma-se em noite rejubilante e suplica…
Quero-te ter!
Em chamas, na noite!
E ver-te sofrer, com a cena bem acesa?

Sabias que as mulheres têm frios quentes
E sangram, mas não morrem?
Pois, mas é verdade…


Onde esconder a atracção no momento que se transforma em paixão???

Nada fiz… Ouvi simplesmente!
Nada fiz…

Pois, o fim... É sempre o fim...


Quantas vezes acordei sozinho durante a noite?
Quantas vezes pensei, vou encontrar o amor?
Quantas lágrimas soltei por meus olhos por ti?
Quantas doenças foram causadas por dores no coração?

Mas hei-de encontrar o amor que ínsito em sentir!
Mas hei-de encontrar!
Penso que já nem a mim me consigo enganar!

Sinto-me tão sozinho, esquecido e abandonado!
Quantas vezes esperei por ti?
Quantas vezes te disse és o meu verdadeiro amor!
O meu verdadeiro amor!

É preciso contar as vezes que te encontrei
Ao acaso na mais inóspita noite!
Nunca mais!
Nunca mais!

Será doloroso verificar a mentira a cair?
Será doloroso ver a dor a chegar?
Ainda mais?

A viagem terminou, meu coração fechou!
Sabes o que quer dizer?
Nada nunca funcionou de maneira perfeita,
Mas sempre assisti e pensei e decidi
Tentarei uma vez mais, mas…

Vem sempre o fim!!!

Desde que tenho memória, do que gosto acaba!
Parece o tempo em que cresci e confiei cegamente
Meu avô faleceu, meu pai falhou
Amei e tudo estraguei, vezes sem conta!

Vem sempre o fim!!!

Não espero mais pelo fim, já o alcancei!

Pois, o fim…
É sempre o fim…

domingo, 5 de julho de 2009

Influencia activa

Se no fundo alguém viesse
Trazer-me de novo Lisboa
Amaria ser a razão do teu perfeito coração

Voz massacrada pelo tempo,
A amargura característica do ser,
O riso de quem magoa,
A noite na Madragoa!

Perdoo o tempo,
Porque idolatro a imagem!
Que mais não é que uma paragem
Constante do tempo…

Espero um dia te ter,
Espero um dia assim ser…
Espero um dia te ter,
Espero um dia assim ser…

A virtude mais rejubilante
É a mancha negra do amor distante!

Ao trabalho!
….

Um dia espero ser
A verdade da tua existência!
A mais inóspita mensagem
O meu amor na tua mão
É uma arma de destruição…

Fosses quem sabe a minha mão,
Se em meu olhar inventasses,
O mais que perfeito sentimento…

Bateu o meu coração!
Silencio que a minha vida ofusca!

Meu amor na tua mão
Seria o mais que perfeito acidente
A terrível realidade do saudosismo absurdo…

Que perfeito que seria…

A perfeita destruição…
Do mais que perfeito coração!

PS – A ouvir “Gaivota” interpretada pelos projecto “Amália Hoje”, daí a influencia na letra…

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Serei...

Serei a manta da tua noite?
O virar da página, a conversa mais obscura!
O ser que se esvai!
Serei o anjo em teu ombro!

Serei figura altiva
Entre as depravadas imagens obsoletas
Que encarnam a minha mente!
Serei o enxugador da lágrima desprovida de oportunidade…

Serei bem mais que tinta escorrendo!
Serei o sangue que te corre nas veias!

Serei vinagre em água ardente!
Chama-me, em qualquer altura…

Sussurra…
Ei, espera pelo meu melhor eu!
A fruta, o sexo!
Aí tudo se esvazia em loucuras!

Filme a preto e branco,
A forma é um instrumento!
Salva, ajuda, redime!

Olha para mim!
Os meus olhos ardem demais!

A saturação!
Espera mais um pouco!
A penosa imagem!
Espera mais um pouco!

Ouço a tua alma ferver!
Ouço a noite cair!
Ouço o meu coração a bater,
Lá fora, onde não existem estrelas!
Olho o amor a cair!
Tenta ver o verdadeiro poder a crescer!

Não o consigo parar…

Tenta ver o verdadeiro poder a crescer!

Não o consigo parar… Sem ti

Nunca... Prepara-te para o momento da tua vida...


Até estar lúcido,
Nada ou ninguém me interessa!
Até ouvir o vazio crepitante
Da noite em vão, sozinho!

O mais escuro que possas imaginar!
A noite,
Manhã…

Mente preguiçosa!
Outro filme obscuro,
Nunca as atitudes me mudarão!
Considero-me estranho!
Uma dor penetrante!

Estás preparada para o desafio da tua vida?
Estás preparada para o desafio da tua vida?
Estás preparada para o desafio da tua vida?

Pinto as tuas desculpas
Como anjos penetrantes!
Olho o meu ser!
A agonia de estar vazio, abandonado!

Em chamas!
Onde te encontras? Vem-me salvar!
Degolado!
Onde te encontras? Vem-me salvar!

Sou o resto da minha laia!
Uma manha inocente, que me crava na alma
A terrorífica ideia de te perder!

Nunca aguentarei a minha vida assim!
Nunca aguentarei a minha vida assim!
Nunca aguentarei a minha vida assim!

Esbelta imagem da vicissitude penetrante
Nada me enfurece mais que o replicar da mensagem!
Afundo-me na merda!
Sou o único a morrer pela chuva!
Mostrou, ela, quanto as minhas células
São frágeis e abundantes!

Quero ter-te até ao ultimo segundo do mundo,
Nossos filhos serão o terror do universo,
Estarão por todo lado!
Serão tudo…

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Inconsequência...

Não irá nunca haver um novo amor,
Apenas uma luz intermitente
Que o sexo aumenta ou atenua!

Onde esconder a saudade?

Ausente!

Indisposto!

Não vou dar nunca dar paz á minha mão!
Quero para sempre ter a minha paz,
O ódio que em meu sangue corre
Transforma em alegria as lágrimas que me sustentam!

Pensei já ter curado esta doença
Mas a mente elabora maravilhas,
O corpo ilumina o caminho!
Onde encontrar a seriedade?
Onde olhar a verdade?
Quero esconder o meu ser!

Quero o arco-íris dourado!
A noite em chamas
A mentira, como forma de atenção!

Anjo dorme, estarei em falta de paz?

Nunca chegaremos ao final da montanha,
Sem sermos destruídos pela culpa!

Uma alma rejubilante!
Uma noite em chamas!

Tenho o meu orgulho!
A minha realidade,
É o mais escuro que podes imaginar!

Vê o meu mundo crescer!

Apenas mais um acidente descontrolado!

Ainda me consideram estranho!
A agonia de me sentir estranho!

Sinto-me como um caminho estranho!
O último a compreender!

Carrego a minha dor em memórias intermitentes!

Carrego a minha vida em acções inconsequentes…

terça-feira, 16 de junho de 2009

Buraco!!!

Estou feliz
Passei um dia feliz
Quero caminhar, ser a chama que te ilumina
Serei apenas aquilo que vês,
Serei apenas aquilo que lês,

Vi o nascer e o decair da minha salvação,
Pensei que me iria divertir!

Preciso de sentir a tua aprovação,
Não, outra vez não!

Sinto a razão,
Sinto a tua fuga!
A tua escolha foi feita!
Espero por ti,
Ainda e sempre,
Aqui no meio, sem ti!

Espero sobreviver,
Voltar a sentir o teu olhar,
A tua presença como anjo envolto em segredos!

Quem me dera ser diferente,
Mas sou uma merda,
Um anjo enviuvado!

O pedaço mais merdoso
A humanidade mais desprezível,
A mais perfeita inadaptação!

“Faz o que te dizem…
Suicida-te!”

Não mais desculpas a escrever!

Dentro da mais profunda promiscuidade
Revelo meu ser ao mundo!
Onde ser a noite em chamas?
Onde erguer as flores vermelhas?

Quero crescer, cantar e sorrir!

Olha para mim agora,
Continuo a criança que perdeu a alma
Sem nunca a revelar ao mundo!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

O mais fundo buraco


Dentro do mais fundo buraco…
Nasce a voz que encanta meu ser!

Dentro do meu “mundo”…
Nasce o coração que quero decorar!

Os gatos correm como loucos
Em busca de pastilhas, fanatismo… Diversão!
Sou culpado por segui-los!
Espanco-me agora, em redenção por meus pecados!

Canção de embalar, canção de embalar
Leva agora o pesar que me está a matar!
Canção de embalar, canção de embalar
Vem agora para meu ser reconfortar!

Movimentações absurdas,
Escândalos abafados em prazer!
Nunca me cansarei de mim!
Serei egocêntrico a esse ponto?
Sim, sem dúvida que sim!
Os nomes da liberdade, a vergonha do meu ser!
Outros mais virão, que para sempre me acordarão!
Outros mais virão…

Espero um dia acordar, entre as marés mais vistas,
Espero ser a música mais entediante
A mensagem mais obscura,
Ninguém é tão dispensável como eu!

Somente eu me ouço a falar!
Vozes escondem-se onde os ouvidos são raridade!
Multiplico a dor,
Só porque te quero ter!

Com esta falta de senso, nunca serás minha!
Com esta falta de nervo nunca serás rainha!

O que poderemos fazer por mim?

Posso ser muita coisa,
Mas reservado acima de tudo!

Tu que te fodas!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Olha


Olha,
Agora distantemente para o meu mundo...

Vê o que me resta provar!
Toda a minha realidade acenta
em virtudes que o meu ser sustenta!

Olha,
Vê-me atingir o meu fundo...

Vê como consigo rejubilar!
Dentro de toda esta fotografia borrada
sou a virtude mais afamada!

Tudo é tão real e poderoso
Enquanto é novo e não penoso!
Salta da campainha que te abriga
Liberta-me da mágoa que me fustiga!

Onde me devo esconder?
Onde me devo entreter?
Noites em altivas viagens,
Noites com subjacentes imagens!

Serei o mesmo
quando a noite rasgar?
Anjos e demónios!
Onde entrar agora
Que a cena desbravou?

Serei o mesmo
Quando a dor mitigar?
Deixa-me ir embora
Não desejo ver o que me matou!

Olha,
anseio o passado que me é impossivel de alcansar!

Vê o que devo amar...
Toda a minha vida aparenta
Depender desse amor que para sempre fermenta!

Olha...

Ausencia XXX


Boa noite,

Todos nós já tivemos momentos da nossa vida em que a descentração necessária para efectuarmos algo que obriga todo o nosso ser a estar desligado do mundo, simplesmente não é possivel.

Ainda atravesso essa fase, mas hoje foi possivel! Toda a minha vida está desorientada!

Ajuda-me pf!!!

quarta-feira, 4 de março de 2009

Relembro... A dor!


Nas redes de estrada
Me prendo
Como anjo inocente que sou
Sofro por imagens
Que me ofuscam o olhar,

Quem vem aí?
Porque entras por minha porta?
Quem vem aí?
Que quererás de mim?

A estrada para o inferno
A noite em chamas esquecida
O olhar em lágrimas derretido,
Diz-me como sair daqui!

Figuras e caminhos
E rotas, trajectos e atalhos!
Porque me atrapalhas tu?

Ficaria
E ficaria
Sosinho
Esquecido
Como antes e nunca melhor!

Arrependo-me de nada que fiz!
Caminho para a alma!
Caminha comigo!

Vou contigo até ao luar mais hinóspito
Incendeio meu quarto para te aquecer
Volta luz que me ilumina,
Volta…

Sem ti, rodeado de gente sinto-me…

Acredita na minha palavra,
Eu já não sei o que fazer!

Olho em volta
Tudo triste
Todos taciturnos,
Fado, volta para as nossas vidas!
Reencontra-me,
Olha em volta e... para mim!

Que hei-de fazer comigo?
Olho em volta e sinto-me vazio,
Volta,
Ilumina meu caminho!
Como sempre e antes…

Como aquele verão encantado!
Preciso de ti!
Preciso do teu amor!
Preciso…

Lembro-me como…
Me hipnotizavas ao telefone,
Me enternecias com teu olhar,
Me alegravas com a tua cor!

Lembro-me…
Eu não quero chorar,
Tenta ver como felizes fomos…

Dor,
Volta para mim…
Morrer para não matar…

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Noite em chamas


Noite em chamas,
A alma, esfera…

Fiz o meu melhor para ti,
Escrevi o que sempre quis escrever…
Lancei o olhar onde a chamada
É mais profunda e sentida…

Noite em chamas,
Olhos vermelhos, alma em sofrimento…

Como sairei daqui?
Pareço começar a ficar preso!
Mando os meus sentimentos
A todos os amores que já vivi
Desejem-me bem!

Noite em chamas,
Desperdicado, perdido no nevoeiro…

Percebo a dor, não fujas
Estou bem como estou…
Não hesitarei em desistir,
Conheço o inferno, não lá voltarei!...

Noite em chamas…
Esperançado e…

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Meu caminho...


Rodopia-me como um boneco assustado…
Liberta-me de mim…
Rodopia-me como anjo violado…
Liberta-me de mim…

No campo,
Tudo parece mais real…

Na manhã
Tua imagem ilumina…

Nesta cultura massiva de ignorancia
A minha imagem me subtrai…

Por favor,
Não me olhes agora!
Sorrio como uma criança…
Consegui!!!

Olhando de soslaio
Não quero ser…
Mas, não consigo,
Não olhar…

Encontro agora
A esperança perdida…
Encontro também um sentimento esquecido!
Por momentos tenho compaixão de mim!
Depois, como sempre, tenho pena de mim!

Não consigo subir sem companhia!

Olho para a frente e sorrio, porque estavas comigo!

Continuo meu caminho,
Cigarro na boca,
Teu olhar na memória…
Olhos verdes…

A estrada era o teu sorriso…
A brisa o teu cheiro…

Tu…

domingo, 25 de janeiro de 2009

Ainda?

Odeio as pessoas de bem
Odeio as montanhas,
Na alma resiste o frunco,
Na dor cria-se o anti-corpo...

Cala-te,
Nada sabes de mim!

Fizemos o que podiamos
As oportunidades eram reduzidas
A disposição doentia,
Memória vazia
Sensações ignoradas
Tudo é diferente, mas familiar...

Não me ajoelharei mais...

Espararei pelo livro sagrado
Só quero fazer as coisas voltarem
Volta por favor

A nossa coisa...

Odeio as estrelas e o por-do-sol
Odeio as pessoas em cima,
Coma

Testumunha como me tornei
O auto-destrutivo, insensivel
E ignorante ser que vês!

Vê tudo, como viste antes!

Escolhe a saída,
Estás a cair para o lado!
Procura a saída,

Todo o teu interior está vazio
Escolhe a saída,
Tens de te encontrar..

Não te posso guiar mais!

Espera por mim,
Segue o livro,
Volta atrás, vem-me buscar!
Porque pressegues a infelicidade?

Espalha a alma,
Destroi ser
Constroi o não ser!

Volta ás tuas crenças,
Como te deixaste corromper?
Volta, outra vez, á coisa?

Por mais infrutifera que fosse a imagem,
Por favor não me fodas entretanto,
Confiei em ti...
Como em ninguém alguma vez antes
Só preciso que ofusques toda esta luz,
Volta atrás, volta...
Volta atrás,
Silenciosamente,
Sem levantar ondas...

Pára!
Escolhi viver, não mais voltar atrás,
Como o conseguir alcansar?
Olho o mar na sua profundidade
Vejo o espirito que me ilumina
Forçando-me a continuar...

Terei forças, ainda??

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Memórias...

Sem futuro,
Um beijo mais puro…
O meu futuro,
O negro mais escuro!

É com ver alguém dizer,
Espero que te venhas a foder!

Virar todo uma dor para dentro
E se algum dia vier a negar,
Por favor nota,
Enganei meu amor por dentro!

Como encantar a sereia
Se não conhecemos o Oceano?

Prefiro parar e dormir
A sonhar e não sorrir…
Prefiro não mais correr,
Prefiro morrer!

Agora compreendo que o tempo não interage
Com o preceito de existência humana,
As memórias defecam meu amor
A diarreia piorou tudo o que há muito
Nefastamente me atacava!

Toda a esperança em mim morreu!