Um suspiro,
Um abraço,
A ponte para o abismo…
Um parasita,
Uma doença venérea,
A fuga ao simplismo…
Onde está o lado brilhante?
Onde está a dança proeminente?
Anéis de fogo,
Lagos de enxofre,
Protectores do Togo
Defensores de quem sofre…
O que fazer agora que sofro?
Quero ir agora e não posso?
Testa-me…
Usa-me…
“Onde chorar escondido sem ninguém me ver
Onde sofrer, iluminar e por fim morrer?”
Pergunta a vela cansada de viver…
Só queria ser uma lagarta cansada
Aí eu era teu, tu eras minha
E tudo fluía…
Cansado de ouvir as mesmas histórias repugnantes,
As minhas orelhas já cansadas
Não sabem como sobreviver
Os tentáculos á muito se perderam
A virtude da sapiência cansa-me como nunca antes
Nunca mais serei o mesmo…
Olha á tua volta, vê o nosso castelo construído
Pensa um pouco, querias vê-lo destruído?

