
Encontro agora
Os destroços e as chamas
Resultantes da minha hibernação social...
Chamam-me a cabra,
Não entendo porquê...
Seria uma vergonha, para todas as cabras!
O desejo é verdade,
A vida está esgotada!
“Porque continuas teu caminho,
Se estás assim cansado?”
Ouvi ao fundo uma voz...
Voltando-me pacientemente,
Vi que não se via nada,
Tanto ou pouco...
Era o que se conseguia ver...
II
Entras sem bater,
Fica batendo cada vez mais forte.
E tudo me traz sempre de volta,
Não se contam as vezes que pensei
“caguei!”
Sou escravo, sem obrigatoriedade,
Deixem que estou bem!
Não sou eu, por isso não me reconhecem
Pareço frágil como nunca antes!
I
“Porque acreditas?
O que achas que vai acontecer?
Diz-me... Diz-te a ti!”
Continuei ouvindo,
Sem nunca nada ver!!!
Um comentário:
É da destruição que, por vezes, reencontra-se a esperança,
Já perdeste tudo, a partir de agora,
Só tens a ganhar.
A "hibernação social",
Se imposta por outrém, não é culpa tua,
Se por ti, foi uma defesa,
Apenas, mais uma...
Não importa o que te chamam,
Importa o que te chamas.
Vê-te como realmente és,
Vais ficar surpreendido.
A vida não está esgotada,
Nós é que nos esgotamos,
Por nossa causa, por causa do outros,
Por outras causas.
Pode ser necessário,
Passar-se pela sensação de que "a vida está esgotada",
Bater no fundo,
Sentir a escuridão no espírito,
A desolação da alma,
A tristeza do corpo,
A desilusão da humanidade,
Para nos redescobrirmos.
Caminhas, porque não desistes.
Não desistas!
Só entra quem queres.
Deverias deixar entrar mais.
Deverias sair menos.
Fazes falta.
Liberta-te,
És forte!
Se te sentires frágil,
Sabes onde encontrar uma mão que te dá força.
Tudo o que tiveres que ver,
Verás.
Acredita.
Postar um comentário