domingo, 23 de dezembro de 2007

Que estarei a fazer aqui?


Carregando bebés
Lavando a roupa no rio
Sempre com os bebés ao colo

Não esquecer esta parte
É a que mais gosto

Os rios são parábolas de insucesso
Em seus braços
Carrego minhas constantes desilusões

Tudo tem de ser desta forma!

Entre linhas minha mente
Escreve maravilhas!
Na realidade a doentia imagem de mim
Não desaparecerá nunca!

Caminho alegre entre as chamas da manhã
Frio e inconstante
Uma pedra em qualquer sapato
Algo perdido
Nunca me encontrei

Violado na alma
Era ainda muito pequeno

Tiraste-me a luz!

Ás vezes tudo me enfadonha de mais!
Ás vezes, vês-me na absoluta alegria!

Calcula que é Carnaval!

Também quero ver a luz!
Nada do que faço é bem!

Ás vezes tudo me enfadonha
Quero correr e um dia
Nunca mais voltar a ser!

Perdoa esta minha atitude
Mas a manhã há muito morreu em mim
Esquece, sinto-me cansado
O meu tempo hoje
Chegou ao fim
Foge de mim!

Desculpa
A manhã é sempre traiçoeira!
Batendo-me fortemente!

No chão grito como louco!

No chão!

Deixa-te fugir de mim!
Estou perdido, não posso ser encontrado!
Levo-me para longe,
Dizem que os mortos tresandam!

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