
“Quanto mais rápido for o teu tempo
Mais rapidamente te chegas á chama
Que manchará a tua vida.
Não te deixes cair na lama!
Dizem os antigos
Que a lama purifica o ser!
Uma ferida
Um estigma
Mas com intelecto!
Nada mais á para mim
Do que promessas malucas
E vazias de sentido!
Tem cuidado criminoso
Serei sempre a tua sombra
Serei sempre sabedor!
Será que realmente pensavas
Que me ia importar?
Será que pensavas
Que minha paciência é eterna?
Não és a primeiro a cair
Mas foste a primeira a se queixar
E a fazer-me importar
Deixa-me ser triste!
E tu dizes:
“Isso é absurdo!”
Deixa-me aqui sozinho
Fechado no fumarento quarto
Apenas com uma vela acesa
Deixa-me neste mundo de paz
Sem qualquer maldade,
Que não a minha!
E com essa lido eu bem!
Voo alto nas montanhas
Só aí não tenho vertigens!
Sinto o cheiro do mais puro temer!
Onde ser a carreira mais incipiente
Que não na montanha!
Deixa-me aqui neste meu mundo
Isolado
Retirado
Afastado!
Deixa-me “Amor”
Nunca mais te darei crédito!
Jamais amarei outra vez!
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