quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Deixa-me


“Quanto mais rápido for o teu tempo
Mais rapidamente te chegas á chama
Que manchará a tua vida.
Não te deixes cair na lama!

Dizem os antigos
Que a lama purifica o ser!

Uma ferida
Um estigma
Mas com intelecto!
Nada mais á para mim
Do que promessas malucas
E vazias de sentido!

Tem cuidado criminoso

Serei sempre a tua sombra
Serei sempre sabedor!

Será que realmente pensavas
Que me ia importar?

Será que pensavas
Que minha paciência é eterna?

Não és a primeiro a cair
Mas foste a primeira a se queixar
E a fazer-me importar

Deixa-me ser triste!

E tu dizes:
“Isso é absurdo!”

Deixa-me aqui sozinho
Fechado no fumarento quarto
Apenas com uma vela acesa

Deixa-me neste mundo de paz
Sem qualquer maldade,
Que não a minha!
E com essa lido eu bem!

Voo alto nas montanhas
Só aí não tenho vertigens!
Sinto o cheiro do mais puro temer!

Onde ser a carreira mais incipiente
Que não na montanha!

Deixa-me aqui neste meu mundo
Isolado
Retirado
Afastado!

Deixa-me “Amor”
Nunca mais te darei crédito!
Jamais amarei outra vez!

Nenhum comentário: