sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Aquele sentimento


A forma é um instrumento

A carapaça a salvação

Guarda-te, e não falhes!

Procura a saída mais perto,
Sempre a mais perto

Caminha sempre em frente
Não olhes para trás!

“Mas não consigo!”

Então embebeda-te assim
Não o farás!

Caminha em volta
Procura o caminho mais longo
A noite mais escura!

“Como poderei ser a estrada
Se nem sou o caminho!”

Sou o atalho banal
Para o auto-flagelo

A incrível estrutura em que assento
É apenas uma fachada
Diz a pedra ao ser atirada ao rio

Não me interessa o que dizem
Serei sempre o meu menino

Não me interessa o que dizem
Serei sempre o meu menino

Vou para casa e rapo a barba
Vivo como um louco
Chamam-me renegado

Odeio viver neste mundo

Não me interessa o que dizem
Quero ser seu amor
Não me interessa o perigo que passo
Quero ser seu amor

Para sempre hei-de ir
E tentarei ser o mais feliz possível

Ninguém mais me estraga o momento
Deixei de ligar ao que dizem
Apenas porque, eu sou
O que eu sou!

Nada ou ninguém jamais mudará isso

Todos me chamam renegado
Todo o meu charme se esbate
Quando a noite cai!
Perdido nas lágrimas da tua ausência
Onde me confortarei?

Nunca na vida vou não ser eu!

Vou para casa barbear-me

Como continuar minha vida
Sem a doce noite
Do desespero
“Esquecer é uma virtude,
Amar uma castração!”

II

Ela é o perfeito charme
Não consigo deixar de pensar nela
Ó não!

Sei que continuo em teu pensamento

Sempre bêbado e jocoso
O asno vestido de engraçado
Construí um forte á minha volta
E até parecia ser bom a engenharia
Mas estragaste toda a minha convicção!

III

Fujo,
Voo como um louco!
Arranjo o caminho,
Não vou a lado nenhum!

É a minha alma
É a minha sombra
É a minha luz
É a minha…

Um pouco de loucura
Faz sempre bem á nossa saúde

Não me orgulho mas assim fui feito,
Tento tanto mas não consigo mudar!

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