
A forma é um instrumento
A carapaça a salvação
Guarda-te, e não falhes!
Procura a saída mais perto,
Sempre a mais perto
Caminha sempre em frente
Não olhes para trás!
“Mas não consigo!”
Então embebeda-te assim
Não o farás!
Caminha em volta
Procura o caminho mais longo
A noite mais escura!
“Como poderei ser a estrada
Se nem sou o caminho!”
Sou o atalho banal
Para o auto-flagelo
A incrível estrutura em que assento
É apenas uma fachada
Diz a pedra ao ser atirada ao rio
Não me interessa o que dizem
Serei sempre o meu menino
Não me interessa o que dizem
Serei sempre o meu menino
Vou para casa e rapo a barba
Vivo como um louco
Chamam-me renegado
Odeio viver neste mundo
Não me interessa o que dizem
Quero ser seu amor
Não me interessa o perigo que passo
Quero ser seu amor
Para sempre hei-de ir
E tentarei ser o mais feliz possível
Ninguém mais me estraga o momento
Deixei de ligar ao que dizem
Apenas porque, eu sou
O que eu sou!
Nada ou ninguém jamais mudará isso
Todos me chamam renegado
Todo o meu charme se esbate
Quando a noite cai!
Perdido nas lágrimas da tua ausência
Onde me confortarei?
Nunca na vida vou não ser eu!
Vou para casa barbear-me
Como continuar minha vida
Sem a doce noite
Do desespero
“Esquecer é uma virtude,
Amar uma castração!”
II
Ela é o perfeito charme
Não consigo deixar de pensar nela
Ó não!
Sei que continuo em teu pensamento
Sempre bêbado e jocoso
O asno vestido de engraçado
Construí um forte á minha volta
E até parecia ser bom a engenharia
Mas estragaste toda a minha convicção!
III
Fujo,
Voo como um louco!
Arranjo o caminho,
Não vou a lado nenhum!
É a minha alma
É a minha sombra
É a minha luz
É a minha…
Um pouco de loucura
Faz sempre bem á nossa saúde
Não me orgulho mas assim fui feito,
Tento tanto mas não consigo mudar!
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