domingo, 9 de setembro de 2007

Demência individual

Sim
Já aqui estive
Mas bazei muito antes de fechar

A sereia correu comigo
E fomos sorrindo até ao profundo sonho

Dentro de céu
Além onde as noites ganham vida

Fica comigo escolhe-me

Sê o anjo que me prestei a ser
Sê o sangue que prometi oferecer

Sou a minha pior doença
Não preciso de bactérias para apodrecer

Partilho minha vida com a merda

Sou o caos dentro da infelicidade
Tudo de voltas ás avessas

Fico por aqui, estou satisfeito,
Mais não aguento

Estou do pior lado
O mais obscuro
Dormi calmamente, como esperando o dia a seguir

Voltei as minhas costas ás lágrimas e senti
Que um dia poderia sorrir, saltar e amar…

A chama cresceu em mim,
Cheguei a temer o enfarte
Tal era a velocidade de batimento

Estou dentro de tempo
Estou com a vontade de mudar…

Que me falta?
A lacrimal imagem que não consigo não ser?
A virtude de chorar quando triste?
A dor de conhecer?

Posso sofrer á vontade
Que sei que ao menos
Descansarei eternamente!

Estou alérgico á felicidade
Sim, é verdade como queria gritar, sorrir, viver!!!

Vim por este caminho porque é mais fácil
Pois não tens de me ver vergar

Apenas me vês a chegar
E todo o entretanto é desconhecido
Deixa-o rolar
Sem duvida que compensará o caminho mais longo

Preso em correntes,
Mas ela traz-me a cerveja do frigorífico

Para sempre
Sou feliz
Desde sempre

Como um louco
Um senil

Quem me dera estar pior

Oportunidades de brilhar
Na minha tão própria…
Lamecha existência!

Vá ajudem-me a pensar numa saída

Devia ser em preto e branco
Adágios clássicos como música de fundo

Berros, correrias, filmes alternativos
Década de 2000

Guiões complexos e por vezes incongruentes

Sou pessoalmente responsável…
Pelo meu declínio, minha enfadonhice,
O fogo devia-me ter consumido,
Mas escapei,
E a seda cobriu de negro toda a minha vida,
As estrelas
Curvo-me perante as luzes,
A serra, carvão e oleodutos...


Espera por a noite,
Aí anunciarei minha demência!

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