Sim
Já aqui estive
Mas bazei muito antes de fechar
A sereia correu comigo
E fomos sorrindo até ao profundo sonho
Dentro de céu
Além onde as noites ganham vida
Fica comigo escolhe-me
Sê o anjo que me prestei a ser
Sê o sangue que prometi oferecer
Sou a minha pior doença
Não preciso de bactérias para apodrecer
Partilho minha vida com a merda
Sou o caos dentro da infelicidade
Tudo de voltas ás avessas
Fico por aqui, estou satisfeito,
Mais não aguento
Estou do pior lado
O mais obscuro
Dormi calmamente, como esperando o dia a seguir
Voltei as minhas costas ás lágrimas e senti
Que um dia poderia sorrir, saltar e amar…
A chama cresceu em mim,
Cheguei a temer o enfarte
Tal era a velocidade de batimento
Estou dentro de tempo
Estou com a vontade de mudar…
Que me falta?
A lacrimal imagem que não consigo não ser?
A virtude de chorar quando triste?
A dor de conhecer?
Posso sofrer á vontade
Que sei que ao menos
Descansarei eternamente!
Estou alérgico á felicidade
Sim, é verdade como queria gritar, sorrir, viver!!!
Vim por este caminho porque é mais fácil
Pois não tens de me ver vergar
Apenas me vês a chegar
E todo o entretanto é desconhecido
Deixa-o rolar
Sem duvida que compensará o caminho mais longo
Preso em correntes,
Mas ela traz-me a cerveja do frigorífico
Para sempre
Sou feliz
Desde sempre
Como um louco
Um senil
Quem me dera estar pior
Oportunidades de brilhar
Na minha tão própria…
Lamecha existência!
Vá ajudem-me a pensar numa saída
Devia ser em preto e branco
Adágios clássicos como música de fundo
Berros, correrias, filmes alternativos
Década de 2000
Guiões complexos e por vezes incongruentes
Sou pessoalmente responsável…
Pelo meu declínio, minha enfadonhice,
O fogo devia-me ter consumido,
Mas escapei,
E a seda cobriu de negro toda a minha vida,
As estrelas
Curvo-me perante as luzes,
A serra, carvão e oleodutos...
Espera por a noite,
Aí anunciarei minha demência!
domingo, 9 de setembro de 2007
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