terça-feira, 25 de setembro de 2007

Carência

A carência do mais ilimitado recurso. Esforço-me por conseguir o que jamais foi conseguido. Mas resultados aquilo pelo que o ser humano se vende, há muito foi já conquistado! A noite cresce rápido dentro do sorriso maquiavélico em que me construí, tecendo rápidas teias que encobrem a célula mais profunda da minha existência, envolvendo-os a todos! Espero temer rapidamente a noite e todos os seus envolventes, crescer sadio entre as virtudes do homem sadio. Caminho como louco nos mares da sociedade.
Virgens correm em direcção ao precipício em que minha mente se encontra, caminham ávidas de sapiência e loucura. Saem de lá vazias de sentimentos, cruas, inseguras e temerárias! Tenho este efeito nas pessoas! Como alcançarei a felicidade se minha alma há muito se perdeu!

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Dia Mau

Para inicio seria até poetico inserir a letra da "UM DIA MAU" dos Ornatos Violeta:

"Não quis guardá-lo para mim
E com a dimensão da dor
Legitimar o fim
Eu dei
Mas foi para mostrar
Não havendo amor de volta
Nada impede a fonte de secar
Mas tanto pior
E quem sou eu
para te ensinar agora
A ver o lado claro de um dia mau

Eu sei a tua vida foi
Marcada pela dor de não saber aonde dói
Mas vê bem
Não houve à luz do dia
Quem não tenha provado o travo amargo da melancolia
E então rapaz então porquê a raiva
Se a culpa não é minha
Serão efeitos secundários da poesia

Mas para quê gastar o meu tempo
A ver se aperto a tua mão
Eu tenho andado a pensar em nós
Já que os teus pé não descolam do chão
Dizes que eu dou só por gostar
Pois vou dar-te a provar
O travo amargo da solidão

É só mais um dia mau",
visto isto será também interessante divegar um pouco á volta da ideia de um dia perfeito, talvez uma útupia, tal como a ideia pura do socialismo, não a ideia de "direita" que conheçemos nos nossos dias, um dia perfeito... para dar, para receber o olhar sorridente daquele olhar tão angelical que um dia recebemos de uma figura ancestral que por nós roga... o dia, a morte, a guerra, o fingir, tudo desapareceria nesse dia perfeito... Mas a útupia tal não nos deixa... Mentir, corroborar com a noção de... Um dia perfeito, a noite a fluir naquele silêncio tão caracteristico dos carros a passar com seus motores barulhentos e os gritos histéricos de altercações nas ruas envolventes... Um dia perfeito, a amizade reinaria, entre os lunáticos e estridentes sons que ecoam entre o premir o gatilho e o dispara da arma... Um dia perfeito no século XXI, impossivel de imaginar, a imaginação nunca nos levará tão longe!!!

sábado, 15 de setembro de 2007

Texto anteriormente escrito sobre Maddie

Caros,

E num é que numa reviravolta total da verdade dos factos os pais de Maddie, estão aparentemente "ligados" ao desaparecimento de sua menina. È de pensar também, sobre o facto de só depois de serem constituidos arguidos rumaram de volta ao seu país de origem. Então o que aconteceu ao quererem estar presentes para ajudarem em tudo o que lhes fosse possivel e assim, encorajar os média a não abandonarem o caso. Correndo o risco de ser pretencioso, o ar calmo e tranquilo que o casal demonstrou durante as primeiras imagens, ainda com a possibilidade de se encontrar a menina, não era muito inspirador. Mas, verdade é só uma, cada um lida com a dor da forma que lhe é menos "desgastante".

Começa agora a fazer um pouco de sentido o que escrevi neste blog intitulado "Portugal = Merda no cérebro", onde falo do exagero de cobertura mediatica e protecção ao casal McCann. Tantos portugueses desaparecidos, e aqui não se pode entender nenhum tipo de racismo ou xenofobia, trata-se apenas de igualdade para todos. Como refiro naquele texto, a mãe do deparecido Rui Pedro, para ter alguma atenção por parte dos media teve de caminhar muito á sua conta. Ela própria refere que se sentia sosinha naquela luta. E esta menina, teve, e tem, toda a cobertura não que esteja errado cobrirem o caso "Maddie", errado está em não darem a mesma atenção aos casos, que não são poucos, que envolvem Portugueses.

Bem já deitei cá para fora o que penso, sim porque guardar isto só para mim ia-me fazer mal.

Obrigado, até á próxima e saudinha!!

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Encontrei-me!

Duvidas e caminho a percorrer
Frio, noite interminável.

Caminha em silêncio
Engole toda a raiva que
Por ventura sentires.

Sim,
Não é um crime, é talvez inocente

Frio, calculista, impessoal até!

No fundo das escadas,
As noticias são gélidas e impessoais

O que fazer, descer as escadas,
Ou esconder-se para sempre

Diz-me o que fazer!
Diz-me o que fazer!
Diz-me o que fazer!
Diz-me o que fazer!
Diz-me o que fazer!
Diz-me o que fazer!
Diz-me o que fazer!
Diz-me o que fazer!

Esclarece minha fronteira

Tentarei ser forte
Como antigamente, mas nem tudo é igual agora

Não devias respirar assim tão livremente.

Mostra-me bem tuas mãos,
Tens ou não as manchas de sangue?


Onde é a fronteira, diz-me por favor?
Onde é a fronteira, diz-me por favor?
Onde é a fronteira, diz-me por favor?
Onde é a fronteira, diz-me por favor?
Onde é a fronteira, diz-me por favor?
Onde é a fronteira, diz-me por favor?

Toca-me, encontra em mim
O tom acriançado que sempre me acompanha
Leva-me contigo para longe!

E sim,
Deixa-me viver!

Partido, esquecido e mutilado,
Selva errática onde me encontro
Violinos tocam melodias deprimentes.

As almas cansadas trauteiam melodias,
Tentando esquecer os violinos

A rua demonstra claramente
A falta de senso da comunidade
E, bem vamos devagar,
Não escrevo assim tão depressa!

Encontraste-me!

domingo, 9 de setembro de 2007

Demência individual

Sim
Já aqui estive
Mas bazei muito antes de fechar

A sereia correu comigo
E fomos sorrindo até ao profundo sonho

Dentro de céu
Além onde as noites ganham vida

Fica comigo escolhe-me

Sê o anjo que me prestei a ser
Sê o sangue que prometi oferecer

Sou a minha pior doença
Não preciso de bactérias para apodrecer

Partilho minha vida com a merda

Sou o caos dentro da infelicidade
Tudo de voltas ás avessas

Fico por aqui, estou satisfeito,
Mais não aguento

Estou do pior lado
O mais obscuro
Dormi calmamente, como esperando o dia a seguir

Voltei as minhas costas ás lágrimas e senti
Que um dia poderia sorrir, saltar e amar…

A chama cresceu em mim,
Cheguei a temer o enfarte
Tal era a velocidade de batimento

Estou dentro de tempo
Estou com a vontade de mudar…

Que me falta?
A lacrimal imagem que não consigo não ser?
A virtude de chorar quando triste?
A dor de conhecer?

Posso sofrer á vontade
Que sei que ao menos
Descansarei eternamente!

Estou alérgico á felicidade
Sim, é verdade como queria gritar, sorrir, viver!!!

Vim por este caminho porque é mais fácil
Pois não tens de me ver vergar

Apenas me vês a chegar
E todo o entretanto é desconhecido
Deixa-o rolar
Sem duvida que compensará o caminho mais longo

Preso em correntes,
Mas ela traz-me a cerveja do frigorífico

Para sempre
Sou feliz
Desde sempre

Como um louco
Um senil

Quem me dera estar pior

Oportunidades de brilhar
Na minha tão própria…
Lamecha existência!

Vá ajudem-me a pensar numa saída

Devia ser em preto e branco
Adágios clássicos como música de fundo

Berros, correrias, filmes alternativos
Década de 2000

Guiões complexos e por vezes incongruentes

Sou pessoalmente responsável…
Pelo meu declínio, minha enfadonhice,
O fogo devia-me ter consumido,
Mas escapei,
E a seda cobriu de negro toda a minha vida,
As estrelas
Curvo-me perante as luzes,
A serra, carvão e oleodutos...


Espera por a noite,
Aí anunciarei minha demência!