"Falando pela voz de um simplório experiente,
Que obviamente preferia ser…
Um queixoso castrado e infantil..."
Pensam que eu não sei?
A minha poesia é tão doentia como eu:
Droga, destruição, morte!!!
Isto também não é vida...
Este escrito…
Será facilmente compreendido,
Por aqueles que me conhecem…
Este é o ponto mais alto
Onde conseguirei chegar.
Estou no alto!
Estou fora!
Imaginar um mundo,
O meu pequeno universo…
Acreditar na sua existência…
Eu conheço a realidade dura e cruel!
Tenho por mulher…
Uma alma que transborda amor e sabedoria…
Mas…
Eu continuo esquecido!
Neste quarto frio e imundo
Unindo todas as impressões desesperadas
Que pareço necessitar
De forma a completar a minha realidade!
"Este lugar é um rio de incertezas,
Esta teia colorida minha visão tagarela,
Este arame farpado o meu sonho despedaçado... Esta visão… És tu! Sou eu!
"Ó grande criador dos seres
Concede-nos uma hora mais
Para exibirmos a nossa arte…
e…
Aperfeiçoarmos a nossa vida!"
Peço antes ao criador da alegria...
Dê-me alegria para viver!!!
"Eu devo ser um desses narcisistas
Que só dá valor às coisas quando as perde!
"Tenho de estar já bastante fora
Para recuperar o entusiasmo…
Que sentia ao escrever!
Agora tudo me parece…
Mórbido e repetitivo!!!
Mandaram-me deitar abaixo!
Caso acredites…
Esta doentia imagem!
Não irá acabar!!!
E toda a minha vida me teria corrido bem!
Não fosse um empecilho de estimação…
Tenho medo
De te transformar no ser infeliz
Insensível
auto-destrutivo…
Em que me tornei!
E isso preocupa-me,
Ao ponto de não funcionar direito!
Isto é o mais longe que conseguirei chegar.
Este meu corpo…
É um livro antigo
Suas folhas de mármore brotam conhecimento Desde a curta estadia no útero materno.
Paz, amor, alegria!!!
Desculpem o sofrimento que vos fiz passar!
Eu vou ser corrido para fora deste universo!
Eu sei que vou!
Mas perguntarei por ti…
Acredita que perguntarei.
quinta-feira, 3 de maio de 2007
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