de alguma maneira percebo agora, o louco crepitar das encostas, o correr das águas, a brisa a respirar segredos... onde vamos agora, que tamos cansados e taciturnos... Onde resta correr o freio... o louco passou, durante alguns minutos as pessoas fazim introspecções com preguntas muito caracteristicas, a duvida existencial viveu por leves segundos, depois inclinou-se, vergueu e morreu!
Como em tudo a sabedoria tem um preço e rara é a vez em que tal preço não é fatal. em frente com nossa guerra.
por vezes a mente elabora maravilhas, em outras cria merda pseudo-intlectual.
DESCULPEM
sábado, 19 de maio de 2007
domingo, 13 de maio de 2007
Todos voçês são novos
eu nunca cá vim
e se me viste por cá
acredita deixa os alucinogénicos
toda a gente se pergunta
será que vim por ali?
na minha cabeça
todos voçês são novos
digo-vos outra vez o mesmo...
Na minha cabeça
voçês são todos novos...
escolhe viver a noite anunciada
em cenários que só muito alto imaginaste
vi que a dignidade a nada nos pode levar!!!
amor descansa
vou só passear entre a chuva
na minha cabeça tudo é novo!
Sou só um gajo
um pouco quebrado
ms que se mantém
agora desapareco e sou outra vez
aquele miudo dócil
com medo da falta de luzes
preciso no seu tempo
escondido na verdade
a montanha a noite
o escuro o vazio de coração
miudo dócil
onde te puderei encontrar
dedicação
não mais sozinho ficarás
perdoar-me é viver
caminho feliz entre mensagens absurdas
onde se me escorre a imagem
do ser que um dia me fez sorrir
espero nunca mais entrar naquele sorriso
secrecia da agonia
onde por tudo sorria
sem...
natural no que me entendo
feliz por ser feliz
como eu sou feliz
minha própria imagem de
ser feliz...
e se me viste por cá
acredita deixa os alucinogénicos
toda a gente se pergunta
será que vim por ali?
na minha cabeça
todos voçês são novos
digo-vos outra vez o mesmo...
Na minha cabeça
voçês são todos novos...
escolhe viver a noite anunciada
em cenários que só muito alto imaginaste
vi que a dignidade a nada nos pode levar!!!
amor descansa
vou só passear entre a chuva
na minha cabeça tudo é novo!
Sou só um gajo
um pouco quebrado
ms que se mantém
agora desapareco e sou outra vez
aquele miudo dócil
com medo da falta de luzes
preciso no seu tempo
escondido na verdade
a montanha a noite
o escuro o vazio de coração
miudo dócil
onde te puderei encontrar
dedicação
não mais sozinho ficarás
perdoar-me é viver
caminho feliz entre mensagens absurdas
onde se me escorre a imagem
do ser que um dia me fez sorrir
espero nunca mais entrar naquele sorriso
secrecia da agonia
onde por tudo sorria
sem...
natural no que me entendo
feliz por ser feliz
como eu sou feliz
minha própria imagem de
ser feliz...
sábado, 5 de maio de 2007
Vá para fora cá dentro
Bem, há coisas em Portugal que realmente mexem com o sistema nervoso das pessoas. Tudo bem que algumas têm apenas certas lacunas, onde apontar defeitos minúsculos se torna até ridículo, mas também existem outras, e não são poucas, que até irrita mesmo. Parece que tem certos comportamentos de propósito para irritar as pessoas. Um desses exemplos é a campanha (por mim muito aclamada, já que correctamente planeada teria um enorme sucesso, sendo de grande importância para o sadio crescimento económico de Portugal) do “Vá para fora cá dentro” como é possível ao estado não detectar certas falhas que, além de baterem com força nos olhinhos das pessoas responsáveis, nem eram assim tão complicadas de serem resolvidas.
Um dos exemplos mais gritantes é o do Algarve. Tudo bem ser considerado turismo de luxo, tudo bem que tem praias limpas e com uma água que tem uma temperatura muito agradável, tudo bem que tem o Zé Camarinha, tudo bem ter duas épocas, a alta e a baixa para o campismo e hotéis, mas para supermercados, drogarias, mercearias. No Algarve durante a época alta balnear, os meses de Junho, Julho, Agosto e metade de Setembro todas as superfícies comerciais exercem preços muito mais altos do que durante o restante ano. E não raras são as lojas, nas terras menos “famosas” a estrangeiros, que praticam preços considerados normais para os habitantes da aldeia e preços de época alta para os restantes “Tugas”.
Um outro exemplo, é o caso do turismo mais para o rural. Há cerca de dois anos atrás, eu e um conjunto de amigos decidimos ir celebrar a passagem de ano para o “Talasnal”, na serra da Lousa. Aquilo é de uma beleza extrema mesma, é o contacto quase directo com a natureza. É o silêncio da noite, a água a correr no ribeiro, montanha abaixo, onde claramente a ouves e julgas ser já ali, tendo de andar quase 5 minutos para a ir ver, tal é o silêncio que reina na montanha, bem lá no alto. Sim, mas isto é bem lá no alto, porque para chegar lá ao alto, a “viagem” foi bem complicada. Para começar porque de todos os que fomos e éramos para aí vinte, só levamos um carro, comercial, para carregar as coisas mais pesadas. Sim, porque ficava mais barato ir de transportes do que entre todos dividirmos as despesas relacionadas com a chegada bem ao alto. E foi aqui que todos os problemas começaram. Saímos do comboio que nos ligou de Coimbra à Lousã e fomos directamente a junta de freguesia da referida aldeia ou vila, de forma a nos informarem de como poderíamos nós arranjar transportes para o cimo. Primeiro de tudo levamos com aqueles funcionários públicos característicos, antipáticos qb e nada prestáveis. Demoraram uma hora e maia até nos virem dizer que não sabiam como iríamos lá para cima. Para tentarmos quer os táxis, quer os bombeiros. Uma hora e meia depois, ainda continuávamos bem dispostos, porque sabíamos que nos iríamos passar uma bela semana lá no cimo. A caminho dos bombeiros, apareceu-nos um taxista que parou o seu bólide ao nosso lado dizendo que nos levaria lá em cima se nós quisemos. Continuamos ainda hoje sem saber como ele lá apareceu. Todos satisfeitos que tínhamos nosso grande dilema resolvido, todos contentes começamos a decidir, sem demora quem ia em que viagem, já que teriam de ser ai umas 6 e carregados de malas. Etapa de rápida resolução aquela que dependeu de nós. Depois de termos o táxi carregado e quase todos estarem sentados, o motorista diz-nos que vai fazer a primeira viagem assim carregado, mas as próximas não podia ser, salientando também que não iria ligar o taxímetro visto que aquela zona não cobria as zonas dele, e que cada viagem iria ficar pela módica quantia de 50 euros. Visto termos achado demasiado caro, mas só um bocadinho, continuamos nossa marcha até ao quartel dos bombeiros. Lá chegamos finalmente. Depois de andarmos a ser corridos de uma porta e pessoa para outra, lá uma colega que viajava connosco, estudante de direito e com um pouco de mau feito quando acha que a estão a gozar, diz com um tom um pouco mais agressivo, se algum dos presentes na sala onde nos encontrávamos na altura era capaz de chamar o responsável do quartel. Mais 40 minutos se tinham passado até ela ter esta atitude. O comandante do quartel de inicio mostrou-se bastante acessível no dialogo e disposto a cooperar connosco, já que pedíamos apenas para nos transportarem até ao cimo e pagaríamos todas as despesas envolvidas no referido transporte, e tínhamos sido encaminhados para ali pela junta de freguesia. Aí algo correu mal e ele disse-nos que não podia fazer nada e teríamos de descobrir uma outra forma de chegar ao topo. Desejou-nos boa sorte virou as costas e puff… mais uma vez estávamos por nossa conta no complicado, vá para fora cá dentro. Quando estávamos a virar costas para procurarmos a solução de uma outra forma, um dos bombeiros veio ter connosco e disse-nos para ligar para um numero de telemóvel, que era de um senhor que possuía um jipe e nos levaria lá em três viagens, onde só depositaríamos a gasolina. Ligamos 20 minutos depois estava lá o senhor que amavelmente nos levou lá ao referido e desejado cimo. Pagamos 7 euros por viagem. Menos 43 euros do que a proposta feita pelo taxista.
Até aqui são apenas duas injustiças num mundo mesmo muito injusto. Mas será que os membros do governo e das entidades responsáveis não percebem que nem todos somos como as personagens dos morangos com açúcar! Nem todos temos a folia financeira para pagar 50 euros por uma viagem que demorou dez minutos ou por pagar tudo e mais alguma coisa pelo dobro do preço, quando não mais. Agora pergunto, com tantos fiscais que existem para tudo e mais alguma coisa, e parecem nunca fiscalizar nada. Já que as fugas aos impostos continuam em alta, os crimes financeiros continuam em alta e agora até já se conseguem perder papéis que comprovam os crimes de fraude fiscal. Não se deveriam direccionar esses referidos contra producentes funcionários públicos da república portuguesa para a criação de uma “policia” que fiscalizasse estes actos que apenas convencem cada vez mais os turistas portugueses a escolherem o estrangeiro para viajar. Não seria isto um esforço suportável e talvez, talvez, mais eficaz na divulgação e incentivo ao turismo dentro de Portugal?
Um dos exemplos mais gritantes é o do Algarve. Tudo bem ser considerado turismo de luxo, tudo bem que tem praias limpas e com uma água que tem uma temperatura muito agradável, tudo bem que tem o Zé Camarinha, tudo bem ter duas épocas, a alta e a baixa para o campismo e hotéis, mas para supermercados, drogarias, mercearias. No Algarve durante a época alta balnear, os meses de Junho, Julho, Agosto e metade de Setembro todas as superfícies comerciais exercem preços muito mais altos do que durante o restante ano. E não raras são as lojas, nas terras menos “famosas” a estrangeiros, que praticam preços considerados normais para os habitantes da aldeia e preços de época alta para os restantes “Tugas”.
Um outro exemplo, é o caso do turismo mais para o rural. Há cerca de dois anos atrás, eu e um conjunto de amigos decidimos ir celebrar a passagem de ano para o “Talasnal”, na serra da Lousa. Aquilo é de uma beleza extrema mesma, é o contacto quase directo com a natureza. É o silêncio da noite, a água a correr no ribeiro, montanha abaixo, onde claramente a ouves e julgas ser já ali, tendo de andar quase 5 minutos para a ir ver, tal é o silêncio que reina na montanha, bem lá no alto. Sim, mas isto é bem lá no alto, porque para chegar lá ao alto, a “viagem” foi bem complicada. Para começar porque de todos os que fomos e éramos para aí vinte, só levamos um carro, comercial, para carregar as coisas mais pesadas. Sim, porque ficava mais barato ir de transportes do que entre todos dividirmos as despesas relacionadas com a chegada bem ao alto. E foi aqui que todos os problemas começaram. Saímos do comboio que nos ligou de Coimbra à Lousã e fomos directamente a junta de freguesia da referida aldeia ou vila, de forma a nos informarem de como poderíamos nós arranjar transportes para o cimo. Primeiro de tudo levamos com aqueles funcionários públicos característicos, antipáticos qb e nada prestáveis. Demoraram uma hora e maia até nos virem dizer que não sabiam como iríamos lá para cima. Para tentarmos quer os táxis, quer os bombeiros. Uma hora e meia depois, ainda continuávamos bem dispostos, porque sabíamos que nos iríamos passar uma bela semana lá no cimo. A caminho dos bombeiros, apareceu-nos um taxista que parou o seu bólide ao nosso lado dizendo que nos levaria lá em cima se nós quisemos. Continuamos ainda hoje sem saber como ele lá apareceu. Todos satisfeitos que tínhamos nosso grande dilema resolvido, todos contentes começamos a decidir, sem demora quem ia em que viagem, já que teriam de ser ai umas 6 e carregados de malas. Etapa de rápida resolução aquela que dependeu de nós. Depois de termos o táxi carregado e quase todos estarem sentados, o motorista diz-nos que vai fazer a primeira viagem assim carregado, mas as próximas não podia ser, salientando também que não iria ligar o taxímetro visto que aquela zona não cobria as zonas dele, e que cada viagem iria ficar pela módica quantia de 50 euros. Visto termos achado demasiado caro, mas só um bocadinho, continuamos nossa marcha até ao quartel dos bombeiros. Lá chegamos finalmente. Depois de andarmos a ser corridos de uma porta e pessoa para outra, lá uma colega que viajava connosco, estudante de direito e com um pouco de mau feito quando acha que a estão a gozar, diz com um tom um pouco mais agressivo, se algum dos presentes na sala onde nos encontrávamos na altura era capaz de chamar o responsável do quartel. Mais 40 minutos se tinham passado até ela ter esta atitude. O comandante do quartel de inicio mostrou-se bastante acessível no dialogo e disposto a cooperar connosco, já que pedíamos apenas para nos transportarem até ao cimo e pagaríamos todas as despesas envolvidas no referido transporte, e tínhamos sido encaminhados para ali pela junta de freguesia. Aí algo correu mal e ele disse-nos que não podia fazer nada e teríamos de descobrir uma outra forma de chegar ao topo. Desejou-nos boa sorte virou as costas e puff… mais uma vez estávamos por nossa conta no complicado, vá para fora cá dentro. Quando estávamos a virar costas para procurarmos a solução de uma outra forma, um dos bombeiros veio ter connosco e disse-nos para ligar para um numero de telemóvel, que era de um senhor que possuía um jipe e nos levaria lá em três viagens, onde só depositaríamos a gasolina. Ligamos 20 minutos depois estava lá o senhor que amavelmente nos levou lá ao referido e desejado cimo. Pagamos 7 euros por viagem. Menos 43 euros do que a proposta feita pelo taxista.
Até aqui são apenas duas injustiças num mundo mesmo muito injusto. Mas será que os membros do governo e das entidades responsáveis não percebem que nem todos somos como as personagens dos morangos com açúcar! Nem todos temos a folia financeira para pagar 50 euros por uma viagem que demorou dez minutos ou por pagar tudo e mais alguma coisa pelo dobro do preço, quando não mais. Agora pergunto, com tantos fiscais que existem para tudo e mais alguma coisa, e parecem nunca fiscalizar nada. Já que as fugas aos impostos continuam em alta, os crimes financeiros continuam em alta e agora até já se conseguem perder papéis que comprovam os crimes de fraude fiscal. Não se deveriam direccionar esses referidos contra producentes funcionários públicos da república portuguesa para a criação de uma “policia” que fiscalizasse estes actos que apenas convencem cada vez mais os turistas portugueses a escolherem o estrangeiro para viajar. Não seria isto um esforço suportável e talvez, talvez, mais eficaz na divulgação e incentivo ao turismo dentro de Portugal?
quinta-feira, 3 de maio de 2007
Escandalo que abafa escandalo
Bem, começar isto é ainda mais complicado do que provar que o Português é por defeito um ser inteligente, mas isso são contas de outro calvário! Que me lembre e seja do conhecimento geral, quase mesmo até da miudagem que nasceu bem depois do acontecimento, o primeiro grande escândalo que em Portugal deixou a culpa morrer sozinha, foi o de Camarate, que vitimou o primeiro ministro de Portugal dessa altura Mário de Sá Carneiro. Vozes de todos os cantos do país e das mais diversas frentes (ou traseiras) politicas afirmam que «foi um horrendo crime político», Ricardo Sá Fernandes que, à data do acontecimento, prestava apoio jurídico à recandidatura presidencial de Ramalho Eanes, principal rival do candidato Soares Carneiro, este apoiado pelo PPD de Sá Carneiro e pelo CDS, de que um dos principais dirigentes era Adelino Amaro da Costa, ministro da Defesa e igualmente falecido na queda do pequeno avião. «Durante 15 anos estive perfeitamente convencido de que Camarate tinha sido um acidente», revelou Sá Fernandes, defendendo que esse era o sentimento prevalecente na opinião pública. «Mas hoje não tenho dúvidas nenhumas de que aquelas pessoas foram assassinadas num horrendo crime político que contou com a cumplicidade e o silêncio de várias áreas», disse Sá Fernandes, nomeando o aparelho de justiça, como os tribunais e o Ministério Público, e uma culpa colectiva, personificada na comunicação social e na classe política, como responsáveis pela situação de silêncio e de contradições que considerou existir em torno do desastre aéreo. 20 Anos passaram e ainda ninguém foi considerado culpado, ninguém chegou ainda á conclusão sobre se teria sido um acidente ou um crime horrendo de carácter político, que a ser descoberto, iria ferir quase fatalmente a tão jovem e frágil Republica Portuguesa. Até aqui, nada a que o Português mediano não esteja já habituado, saber as coisas de uma forma muito superficial, sem nunca se ir ao cerne das questões. Novamente o Português mediano diria que se trata apenas de um caso muito complexo, onde é muito difícil chegar a conclusões até porque todas as pessoas intervenientes no processo faleceram devido ao acidente e não existem testemunhas do mesmo.
Mas mudemos agora de escândalo, o caso moderna, um caso onde de inicio se suspeitou que Portugal inteiro estava envolvido, um caso gigantesco de corrupção e jogos de interesses, meses e meses de notícias onde se falava do envolvimento de muitos nomes. Finalização mediática do processo: um preso, que se sabe desde o início que não é um preso qualquer, tem regalias imensas, que passam pela TVCabo, quase de certeza na cela, paga esta pelos contribuintes, que se “matam “ a trabalhar pelo ordenado mínimo.
Um pouco antes de este escândalo estar “resolvido”, começou-se a ouvir pairar no ar a “louca” ideia que era provável, que um escândalo relacionado com a Casa Pia, poderia ter sido vítima de erros de investigação sendo mesmo possível existirem os referidos nos anos 80 crimes de abuso sexual de menores nesta instituição de solidariedade pessoal. Será, que calúnia… e assim, lentamente se foi tirando a atenção das pessoas para o caso moderna e começou-se a falar mais na Casa Pia. Muito rapidamente se passou de nomes relativamente conhecidos, para grandes nomes da alta sociedade portuguesa. O caso mais mediático foi mesmo Carlos Cruz, jornalista de há muitos anos, pessoa de bem e respeitada na sociedade, tanto que até manifestações de apoio a Carlos Cruz foram organizadas por populares incrédulos. Mas muitos nomes se foram juntando a este rol de “possíveis abusadores”, até políticos como era o caso do Pedroso. Tudo isto começava a entrar na esfera da irrealidade. Mas era uma irrealidade, bem real. Agora algo já mais familiar: de repente começou-se a falar por alto em corrupção no mundo do futebol e da política, jogos de interesses, sacos azuis, desaparecimento de documentos que estavam em segredo de justiça. Portugal é um cubo mágico de surpresas. Conclusão: como em casos anteriores, um a um foram todos sendo soltos da prisão preventiva e só lá ficou o Zé povinho, ainda que culpado, como todos os outros. E sobre a Casa Pia, só se sabe que está preso o Bibi, os outros estão todos em casa, levando as suas vidinhas normalmente, como antes levaram.
Quanto ao Português ávido de notícias, sabe-se que o Pinto da Costa, o Valentim Loureiro, alguns árbitros que ninguém conhece e a Fátima Felgueiras a alegrar a hora de jantar do Português durante uns tempos. Mais cedo ou mais tarde, um outro qualquer escândalo pavoroso irá tomar conta das pobres almas portuguesas e dará a culpa a ninguém. E Portugal corre alegremente, para uma ignorância cada vez mais aclamada.
Depois disto tudo só me apraz fazer uma pergunta:
- Vocês pensam que todo o Português é estúpido e tapado dos olhinhos! Alguns de nós temos aquilo a que deram o nome de cérebro e capacidade de raciocínio.
Mas mudemos agora de escândalo, o caso moderna, um caso onde de inicio se suspeitou que Portugal inteiro estava envolvido, um caso gigantesco de corrupção e jogos de interesses, meses e meses de notícias onde se falava do envolvimento de muitos nomes. Finalização mediática do processo: um preso, que se sabe desde o início que não é um preso qualquer, tem regalias imensas, que passam pela TVCabo, quase de certeza na cela, paga esta pelos contribuintes, que se “matam “ a trabalhar pelo ordenado mínimo.
Um pouco antes de este escândalo estar “resolvido”, começou-se a ouvir pairar no ar a “louca” ideia que era provável, que um escândalo relacionado com a Casa Pia, poderia ter sido vítima de erros de investigação sendo mesmo possível existirem os referidos nos anos 80 crimes de abuso sexual de menores nesta instituição de solidariedade pessoal. Será, que calúnia… e assim, lentamente se foi tirando a atenção das pessoas para o caso moderna e começou-se a falar mais na Casa Pia. Muito rapidamente se passou de nomes relativamente conhecidos, para grandes nomes da alta sociedade portuguesa. O caso mais mediático foi mesmo Carlos Cruz, jornalista de há muitos anos, pessoa de bem e respeitada na sociedade, tanto que até manifestações de apoio a Carlos Cruz foram organizadas por populares incrédulos. Mas muitos nomes se foram juntando a este rol de “possíveis abusadores”, até políticos como era o caso do Pedroso. Tudo isto começava a entrar na esfera da irrealidade. Mas era uma irrealidade, bem real. Agora algo já mais familiar: de repente começou-se a falar por alto em corrupção no mundo do futebol e da política, jogos de interesses, sacos azuis, desaparecimento de documentos que estavam em segredo de justiça. Portugal é um cubo mágico de surpresas. Conclusão: como em casos anteriores, um a um foram todos sendo soltos da prisão preventiva e só lá ficou o Zé povinho, ainda que culpado, como todos os outros. E sobre a Casa Pia, só se sabe que está preso o Bibi, os outros estão todos em casa, levando as suas vidinhas normalmente, como antes levaram.
Quanto ao Português ávido de notícias, sabe-se que o Pinto da Costa, o Valentim Loureiro, alguns árbitros que ninguém conhece e a Fátima Felgueiras a alegrar a hora de jantar do Português durante uns tempos. Mais cedo ou mais tarde, um outro qualquer escândalo pavoroso irá tomar conta das pobres almas portuguesas e dará a culpa a ninguém. E Portugal corre alegremente, para uma ignorância cada vez mais aclamada.
Depois disto tudo só me apraz fazer uma pergunta:
- Vocês pensam que todo o Português é estúpido e tapado dos olhinhos! Alguns de nós temos aquilo a que deram o nome de cérebro e capacidade de raciocínio.
Falando
"Falando pela voz de um simplório experiente,
Que obviamente preferia ser…
Um queixoso castrado e infantil..."
Pensam que eu não sei?
A minha poesia é tão doentia como eu:
Droga, destruição, morte!!!
Isto também não é vida...
Este escrito…
Será facilmente compreendido,
Por aqueles que me conhecem…
Este é o ponto mais alto
Onde conseguirei chegar.
Estou no alto!
Estou fora!
Imaginar um mundo,
O meu pequeno universo…
Acreditar na sua existência…
Eu conheço a realidade dura e cruel!
Tenho por mulher…
Uma alma que transborda amor e sabedoria…
Mas…
Eu continuo esquecido!
Neste quarto frio e imundo
Unindo todas as impressões desesperadas
Que pareço necessitar
De forma a completar a minha realidade!
"Este lugar é um rio de incertezas,
Esta teia colorida minha visão tagarela,
Este arame farpado o meu sonho despedaçado... Esta visão… És tu! Sou eu!
"Ó grande criador dos seres
Concede-nos uma hora mais
Para exibirmos a nossa arte…
e…
Aperfeiçoarmos a nossa vida!"
Peço antes ao criador da alegria...
Dê-me alegria para viver!!!
"Eu devo ser um desses narcisistas
Que só dá valor às coisas quando as perde!
"Tenho de estar já bastante fora
Para recuperar o entusiasmo…
Que sentia ao escrever!
Agora tudo me parece…
Mórbido e repetitivo!!!
Mandaram-me deitar abaixo!
Caso acredites…
Esta doentia imagem!
Não irá acabar!!!
E toda a minha vida me teria corrido bem!
Não fosse um empecilho de estimação…
Tenho medo
De te transformar no ser infeliz
Insensível
auto-destrutivo…
Em que me tornei!
E isso preocupa-me,
Ao ponto de não funcionar direito!
Isto é o mais longe que conseguirei chegar.
Este meu corpo…
É um livro antigo
Suas folhas de mármore brotam conhecimento Desde a curta estadia no útero materno.
Paz, amor, alegria!!!
Desculpem o sofrimento que vos fiz passar!
Eu vou ser corrido para fora deste universo!
Eu sei que vou!
Mas perguntarei por ti…
Acredita que perguntarei.
Que obviamente preferia ser…
Um queixoso castrado e infantil..."
Pensam que eu não sei?
A minha poesia é tão doentia como eu:
Droga, destruição, morte!!!
Isto também não é vida...
Este escrito…
Será facilmente compreendido,
Por aqueles que me conhecem…
Este é o ponto mais alto
Onde conseguirei chegar.
Estou no alto!
Estou fora!
Imaginar um mundo,
O meu pequeno universo…
Acreditar na sua existência…
Eu conheço a realidade dura e cruel!
Tenho por mulher…
Uma alma que transborda amor e sabedoria…
Mas…
Eu continuo esquecido!
Neste quarto frio e imundo
Unindo todas as impressões desesperadas
Que pareço necessitar
De forma a completar a minha realidade!
"Este lugar é um rio de incertezas,
Esta teia colorida minha visão tagarela,
Este arame farpado o meu sonho despedaçado... Esta visão… És tu! Sou eu!
"Ó grande criador dos seres
Concede-nos uma hora mais
Para exibirmos a nossa arte…
e…
Aperfeiçoarmos a nossa vida!"
Peço antes ao criador da alegria...
Dê-me alegria para viver!!!
"Eu devo ser um desses narcisistas
Que só dá valor às coisas quando as perde!
"Tenho de estar já bastante fora
Para recuperar o entusiasmo…
Que sentia ao escrever!
Agora tudo me parece…
Mórbido e repetitivo!!!
Mandaram-me deitar abaixo!
Caso acredites…
Esta doentia imagem!
Não irá acabar!!!
E toda a minha vida me teria corrido bem!
Não fosse um empecilho de estimação…
Tenho medo
De te transformar no ser infeliz
Insensível
auto-destrutivo…
Em que me tornei!
E isso preocupa-me,
Ao ponto de não funcionar direito!
Isto é o mais longe que conseguirei chegar.
Este meu corpo…
É um livro antigo
Suas folhas de mármore brotam conhecimento Desde a curta estadia no útero materno.
Paz, amor, alegria!!!
Desculpem o sofrimento que vos fiz passar!
Eu vou ser corrido para fora deste universo!
Eu sei que vou!
Mas perguntarei por ti…
Acredita que perguntarei.
quarta-feira, 2 de maio de 2007
Hoje
Mais um dia, as pessoas passam e tudo na vida se escorre em odores que mancham minha doce viagem até ao profundo de mim, onde verdadeiramente sou feliz..Carrego nos ombros a luz suave de uma névoa escura, o frio do teu olhar que todos os dias me conforta, sem palavras queridas ou até mesmo a mais ténue das caricias...Sou uma ferida aberta com pús que insiste em não cicatrizar...Sou o ser mais horrivel do mundo, mas ainda assim, orgulho-me daquilo que sou...Ou não e estou apenas a tentar enganar-me a mim próprio...De qualquer das formas, aqui está...
Assinar:
Comentários (Atom)