segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Só...

O desespero da existencia
A virtude inerte da valência

Só tu me fazes real...

Ela parte, em noites intempestivas
Leva o seu tempo, ideias corrompidas

Só tu me fazes real...

Escudos na personalidade...
Hoje adorado, amanhã odiado!

Serei sempre o incómodo menino
A manhã desmedida, o sol encoberto!
Um amante não reconhecido,
Um cacto na floresta escondido!

Em ti vejo... o que me faz sorrir.
Só tu me fazes real...
Em ti vejo... o mistério que o Homem busca.
Só tu me fazes real...

II

Agora que esgotei as teorias mirabolescas,
Volto á minha simples pessoa...
Sinto falta de ti...
Adoro-te, só porque és tu!

3 comentários:

Anônimo disse...

"Acompanhado..."

Respira a calma existência,
A virtude exala a Luz,
Que protege as almas,
Que as acorda da dormência,
Que as conduz!

Tu é que te fazes real.
Vales, por ti.
Muito.

Baixa a guarda,
Perante quem te quer bem,
Quer-te conhecer,
Como és, sem escudos,
Tu!

Tomara que soubesses,
Quão desejado és,
Que o teu Ser foi e é amado.

O "incómodo menino",
Relutante mentira,
Que perturba o teu espírito,
Integra o teu Passado.

O olhar inocente,
De uma criança pura,
Em ti, existe.
Vi-o!
Senti-o!

Sente o suave calor do Sol,
Que conforta as manhãs,
Mesmo as mais frias,
Na Aurora de mais um dia que se anuncia.
Acorda-se, para mais um dia.
Um dia, uma dádiva!

Distante, ausente.
Porquê?

Inconstante presença, na minha alma,
Sedenta pelo olhar do reconhecido amante.

És real...
Real, na memória do mais divino acto!
Reais memórias,
Real olhar, surreal sentimento!

Não tens espinhos,
Estás, sim, sempre na defesa, como um cacto.

Confia em quem sabes que podes confiar.
Em quem, apesar do teu refúgio,
Esteve e está, ao teu lado.
Em quem ainda espera, por ti,
Em quem, sim,
Sentiu o desamparo,
Sem respostas!
"Onde estiveste? Onde estás?!"
Mas espera e está contigo,
Não estás só!

Fazes falta...
Será que deveria afirmá-lo?
Sim!
Fazes falta!

És simplesmente complexo,
Tão fácil de compreender,
Que irrita,
Porque tudo se justifica!

Agora, luta, pelo que sentes falta!
Sabes o que tens que fazer,
É tão simples,
Escuta o teu coração e ama!

Anônimo disse...

"Desejo-te..."

O que é desejar?

Almejar, por ti,
Percorreres o meu pensamento,
Sonhar que estás presente,
Sentir-te,
Sem tocares-me?

Onde estás?

Ouvir a tua voz,
E um calor, invadir-me os sentidos?

Onde estás?

Está frio, não estás aqui.
As tuas palavras, quentes,
Diminuem a falta da tua, infeliz, ausência.

Compensar a ausência?!
Desde quando, é possível?!
Sem sinais, sem respostas,
É difícil.
Facilita!

Desejo a inocência do olhar,
Desejo a pureza da suave pele,
Desejo o aroma dos lábios,
Desejo o gentil toque das mãos, o corpo,
Desejo a alma, o espírito!
Desejo o sorriso!
Desejo-te!

Onde estás?

Que desejo (in)controlável!
Distantes amantes,
Inesquecíveis noites,
Onde, na capital italiana, em Lisboa,
Lê-se "Amor".
(In)coincidência?
Provavelmente...
Ou não!

Se isto, um feitiço for,
Que se quebre!
Não quero mais dor!
Desejo a felicidade!
Desejo o Amor!

Quero-te!
Desejo-te!
Estimo-te!

Deixa-me, deixa-te,
Deixa-nos levar-nos,
Pelo mais sublime sentimento,
E que os nossos espíritos rejubilem,
Se essa for a vontade do Universo!

Tens espaço...
Tenho espaço.

Saudade, presente no meu coração,
Gosto de ti!

Ricardo Loureiro@parfois disse...

Dizme algo... sabes quem sou RL