
Encontro agora
Os destroços e as chamas
Resultantes da minha hibernação social...
Chamam-me a cabra,
Não entendo porquê...
Seria uma vergonha, para todas as cabras!
O desejo é verdade,
A vida está esgotada!
“Porque continuas teu caminho,
Se estás assim cansado?”
Ouvi ao fundo uma voz...
Voltando-me pacientemente,
Vi que não se via nada,
Tanto ou pouco...
Era o que se conseguia ver...
II
Entras sem bater,
Fica batendo cada vez mais forte.
E tudo me traz sempre de volta,
Não se contam as vezes que pensei
“caguei!”
Sou escravo, sem obrigatoriedade,
Deixem que estou bem!
Não sou eu, por isso não me reconhecem
Pareço frágil como nunca antes!
I
“Porque acreditas?
O que achas que vai acontecer?
Diz-me... Diz-te a ti!”
Continuei ouvindo,
Sem nunca nada ver!!!
