
Dentro do mais fundo buraco…
Nasce a voz que encanta meu ser!
Dentro do meu “mundo”…
Nasce o coração que quero decorar!
Os gatos correm como loucos
Em busca de pastilhas, fanatismo… Diversão!
Sou culpado por segui-los!
Espanco-me agora, em redenção por meus pecados!
Canção de embalar, canção de embalar
Leva agora o pesar que me está a matar!
Canção de embalar, canção de embalar
Vem agora para meu ser reconfortar!
Movimentações absurdas,
Escândalos abafados em prazer!
Nunca me cansarei de mim!
Serei egocêntrico a esse ponto?
Sim, sem dúvida que sim!
Os nomes da liberdade, a vergonha do meu ser!
Outros mais virão, que para sempre me acordarão!
Outros mais virão…
Espero um dia acordar, entre as marés mais vistas,
Espero ser a música mais entediante
A mensagem mais obscura,
Ninguém é tão dispensável como eu!
Somente eu me ouço a falar!
Vozes escondem-se onde os ouvidos são raridade!
Multiplico a dor,
Só porque te quero ter!
Com esta falta de senso, nunca serás minha!
Com esta falta de nervo nunca serás rainha!
O que poderemos fazer por mim?
Posso ser muita coisa,
Mas reservado acima de tudo!
Tu que te fodas!
Um comentário:
A voz que te encanta,
Nasce no teu elevado Ser,
Onde existe um nobre coração,
Sedento de a sua metade conhecer.
Acordaste,
Rende-te!
Não te espanques mais,
Basta de sofrer!
Que te confortem as palavras,
Os gestos, os mimos,
Que não te feches, nem fujas,
Da mão que te deu
E quer continuar a dar-te carinho.
As movimentações não são absurdas,
São claras, mas mudas.
Egocêntrico e auto-protector, sim,
Mas és único.
A tua singularidade é bela,
O teu Ser, camuflada sensiblidade, revela!
És indispensável,
És preciso e precioso,
És amável, meigo, inteligente,
Compreensivo, amoroso.
Todos temos defeitos, mas também virtudes,
Não te iludas com os passados feitos,
Que desfocam a tua imagem real,
Olha bem para ti,
Desperta, acorda,
És um Ser excepcional!
Não é minha ilusão,
Não te conheço,
Conheço-te!
Reservada, deixei de confiar,
Insensível, para alguns,
Queria fugir,
Ainda antes de te aproximares.
Não sabias, pois não.
Não me conheces!
Apareceste, procuraste-me, revelaste-te!
Derrubaste barreiras, do meu Reino,
E deixei que amanhecesse, em mim,
O que tinha esquecido e enterrado,
No meu mais fundo buraco!
Agradeço-te!
Vislumbrei a felicidade,
Senti as tuas palavras,
Tocarem no meu coração,
Ouvi os teus gestos,
Na minha alma.
As nossas mãos,
Uniram-se, mesmo à distância!
O que é a distância?
A amarga prova,
Que envenena o espírito,
Quando se sente inseguro?!
Quero-te!
Nunca irei ter-te,
Refugiaste-te!
Avassala-me a tristeza,
Que irei mascarar com sorrisos,
Agarro-me à esperança de ideais incompreendidos.
Compreendo-te, compreendo-me,
Compreende-me!
Se existe interesse,
Porque é tão difícil libertar, querer e... amar?
Gosto de ti!
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