domingo, 26 de agosto de 2007

Amor

Taciturno e esquecido. Continuo.

Lembro-me como tudo deveria ser
Sei como tudo deveria correr

Pernoito na imagem que carrego de mim

Não tenho assim muito a dizer
Excepto que tudo é falso

E não preciso de mais falsidade

Espero e corro como um louco
Para bem longe

Carinhoso e perdido. Continuo.

Sou a dor mais que perfeita
O pretérito da tua existência

Por onde caminhar
Se tudo é preenchido
Por precipícios e mares revoltados

Olha á tua volta
Tira tudo o que te faz
Lembrar de mim

Deixa de ouvir a música que compus
Só para ti
Se achas que nada te suspira
Como antigamente…

Onde errei?

Quando o perceber
Dedicarei toda a minha vida
Á criação da maquina do tempo
Para nela regredir
Corrigindo o erro que fiz

Um engano aos olhos de todos
Mas canto ainda para ti
Quando sinto que de alguma forma
Estás em algum sítio a pensar em mim

E caem gotas de água de meus olhos
Não entendo o que está a acontecer

Tenho tudo o que preciso
Só me faltas tu!

Preciso de te ver
Preciso de chamar

Sentir tua chama
Presa ao frio do meu corpo

É este meu desejo

Não adianta
Na minha cabeça
Iremos sempre ser nós!

Estranho é ver nosso amor desaparecer
E ele assim fez.

Abandonado e pesaroso. Continuo.

E mais tudo corre
Uns dias mal outros
Melhor ao sabor da mais horrível realidade:

O amor não é eterno!

Nenhum comentário: