Taciturno e esquecido. Continuo.
Lembro-me como tudo deveria ser
Sei como tudo deveria correr
Pernoito na imagem que carrego de mim
Não tenho assim muito a dizer
Excepto que tudo é falso
E não preciso de mais falsidade
Espero e corro como um louco
Para bem longe
Carinhoso e perdido. Continuo.
Sou a dor mais que perfeita
O pretérito da tua existência
Por onde caminhar
Se tudo é preenchido
Por precipícios e mares revoltados
Olha á tua volta
Tira tudo o que te faz
Lembrar de mim
Deixa de ouvir a música que compus
Só para ti
Se achas que nada te suspira
Como antigamente…
Onde errei?
Quando o perceber
Dedicarei toda a minha vida
Á criação da maquina do tempo
Para nela regredir
Corrigindo o erro que fiz
Um engano aos olhos de todos
Mas canto ainda para ti
Quando sinto que de alguma forma
Estás em algum sítio a pensar em mim
E caem gotas de água de meus olhos
Não entendo o que está a acontecer
Tenho tudo o que preciso
Só me faltas tu!
Preciso de te ver
Preciso de chamar
Sentir tua chama
Presa ao frio do meu corpo
É este meu desejo
Não adianta
Na minha cabeça
Iremos sempre ser nós!
Estranho é ver nosso amor desaparecer
E ele assim fez.
Abandonado e pesaroso. Continuo.
E mais tudo corre
Uns dias mal outros
Melhor ao sabor da mais horrível realidade:
O amor não é eterno!
domingo, 26 de agosto de 2007
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