segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Só...

O desespero da existencia
A virtude inerte da valência

Só tu me fazes real...

Ela parte, em noites intempestivas
Leva o seu tempo, ideias corrompidas

Só tu me fazes real...

Escudos na personalidade...
Hoje adorado, amanhã odiado!

Serei sempre o incómodo menino
A manhã desmedida, o sol encoberto!
Um amante não reconhecido,
Um cacto na floresta escondido!

Em ti vejo... o que me faz sorrir.
Só tu me fazes real...
Em ti vejo... o mistério que o Homem busca.
Só tu me fazes real...

II

Agora que esgotei as teorias mirabolescas,
Volto á minha simples pessoa...
Sinto falta de ti...
Adoro-te, só porque és tu!